O impacto devastador do preconceito interno generalizado pelo Homem Cis Homossexual dentro da Comunidade LGBTQIAPN+
O impacto devastador do preconceito interno que lamentavelmente perdura dentro da valiosa e diversa comunidade LGBTQ+ é um fenômeno que não pode ser subestimado. Infelizmente, a existência desse preconceito arraigado dentro de nós mesmos é uma triste realidade que precisa ser abordada com urgência e empatia. À medida que lutamos por igualdade e respeito em uma sociedade que muitas vezes nos marginaliza, também devemos reconhecer a importância de combater o preconceito interno que pode minar nossa força coletiva. Devemos nos esforçar para criar uma comunidade inclusiva, onde todos se sintam aceitos e amados, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Somente através do autoexame, aceitação mútua e apoio mútuo, poderemos verdadeiramente alcançar a plenitude e a igualdade que tanto buscamos.
O que mais impacta na comunidade LGBT é a saúde mental dos indivíduos, levando a altas taxas de depressão e ansiedade. Isso significa que estamos sempre tentando valorizar-nos e provar para os indivíduos que ocupam espaços de poder na sociedade que temos lugar dentro da mesma. O problema não está em buscar isso de uma forma em que todos se sintam mais integrados à sociedade, e sim em aceitar que isso seja feito de forma totalmente contraditória e usada com discordância entre os indivíduos que integram a comunidade. Precisamos pensar em como agir com transparência e honestidade nas nossas relações.
Partindo de um ponto de vista mais informal e dentro de um senso comum, temos comportamentos que podem afetar, como por exemplo, um homem cis homoafetivo ao se deparar com outro homem cis homoafetivo. Temos um choque de realidades íntimas e sexuais entre os dois que gera tensão e disputa. Devo completar isso de forma mais clara: uma disputa selvagem por autoimagem e domínio sexual, sentimentos de desvalorização e inveja.
"No caso de mulheres trans, o estrogênio tem efeitos que acentuam uma aparência feminina, como: a gordura começa a ser mais distribuída pelos quadris e o tamanho do órgão reprodutor pode ficar ligeiramente reduzido, a massa muscular e a energia podem ser reduzidas. Com base neste princípio, podemos explicar por que isso acontece tão rotineiramente: a realidade sexual biológica de um homem é fundamentalmente diferente da de uma mulher, suas mentes funcionam de forma diferente porque os hormônios têm funções diferentes. Vou citar um trecho de um artigo postado no site [Link] Hilab. Os pelos também ficam mais fracos, e com isso, muitas mulheres trans associam a hormonioterapia para adiantar tratamentos à laser e outras técnicas de depilação definitiva. Apesar desse efeito benéfico causado pelo estrogênio, a calvície masculina não é necessariamente revertida.
Nos homens trans, a testosterona traz o crescimento da barba e de pelos mais grossos pelo corpo, deixa a voz mais grossa, aumenta a libido, promove o ganho de massa muscular e pode causar o aumento do clitóris. Alguns homens trans também desenvolvem acne e desencadeiam calvície masculina. A menstruação é interrompida, embora possa acontecer algum sangramento, e nesse caso, é preciso o ajuste da dose, com o auxílio médico. A maioria das modificações se desenvolve de forma lenta. Alguns efeitos começam após alguns meses de terapia hormonal e podem ser irreversíveis, como o grave da voz em homens trans e o crescimento de seios em mulheres trans."
Podemos ver que as causas comportamentais sofrem influência desses hormônios e isso é produzido naturalmente com o sexo biológico físico em que nascemos independentemente; salvando em casos raros de alterações genético-patológicas. Em um contexto social, o homem homossexual cis se comporta seguindo padrões estéticos e comportamentais compostos por uma crença de que precisa ser aceito e valorizado pelo seu libido e sua masculinidade e territorialidade, crenças essas que compõem o inconsciente coletivo.
Isso é um recalque profundo porque não é externalizado, discutido e exposto. Vejamos que na psicanálise, "O recalque é um processo inconsciente que ocorre quando uma ideia ou experiência é considerada inaceitável ou ameaçadora para o ego. Quando isso acontece, a ideia ou experiência é reprimida no inconsciente, onde continua a exercer sua influência sobre a mente." (https://www.psicanaliseclinica.com/o-que-e-recalque-na-psicanalise/).
Em objetividade, este texto propõe-se a questionar o comportamento reproduzido por esses indivíduos para que estes, a fim de fazer mudanças, propondo claramente a interação saudável entre eles, possam se conscientizar dos atos que podem estar prejudicando suas experiências afetivo-sexuais e sociais dentro da limitada comunidade masculina cisgênera homossexual e homoafetiva.
Ao lembrar que o homoafeto é nada mais que, segundo o dicionário, "relativo aos afetos homossexuais", mostra-nos uma proximidade, uma afetividade, conexão com aqueles com quem desejamos ter relações íntimas e prazerosas. O confuso ato de negar, reprimir, reagir com nojo e repulsa ao outro semelhante, que exatamente se faz muitas vezes como um desejo reprimido, nos traz o retrocesso da união e fraternidade compostas pelas relações da mesma espécie humana no geral.
Para concluir, deixo uma citação sobre transparência e ilusão retirada de um artigo publicado no site IBAC pela autora Patrícia Luque (I ENACC - Encontro Nacional de Análise Comportamental Clínica):
"Entender a ilusão da transparência pode ser uma forma de reduzir os sentimentos de ansiedade diante de uma interação, já que ninguém sabe ao certo o que se passa dentro de você." ( Patrícia Luque )
Fim.
Artigo articulado e escrito por ,
Bruno Imperial
E abaixo, deixo carinhosamente a meus amigos que me inspiraram a conduzir um texto deste gênero. O desafio de ter amigos é difícil para todos os gêneros, diversidades sexuais, culturas étnicas e personalidades individuais do ser humano como um todo, e então, imagine a determinados grupos de orientações individuais de grande valia para a compreensão do ser humano, não só deste, mas de outras espécies, já que somos feitos de material biológico e precisamos ser tão vivos quanto cada célula que respira dentro de nossos corpos. Agradeço pela inspiração!
Unan
Matheus Henrique
References: DOS SANTOS, M. R. L. "O PRECONCEITO CONTRA O HOMOSSEXUAL NO AMBIENTE DE TRABALHO NA CIDADE DE PICOS." ufpi.br, . ufpi.br Behling, Hans Peder, et al. "Imagem Institucional de uma Universidade Comunitária: arquétipos no inconsciente coletivo da comunidade." Comunicação & Educação 27.2 (2022): 140-154. unirioja.es https://hilab.com.br/blog/transicao-hormonal-transgenero/ https://www.psicanaliseclinica.com/o-que-e-recalque-na-psicanalise/ https://ibac.com.br/verdades-que-precisam-ser-ditas-e-a-ilusao-da-transparencia/
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